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Questões emocionais levaram milhões de brasileiros a ficarem com nome sujo

Hoje existem mais de 60 milhões de brasileiros negativados, ou em linguagem mais usual, com o nome sujo. Isso significa que metade da população economicamente ativa está fora do mercado de consumo porque está sem crédito na praça.

Muitos justificam esse cenário com a crise que estamos vivendo, as pessoas estão perdendo o emprego, quem consegue trabalho recebe salários menores devido à grande oferta de profissionais e a inflação estás sempre comendo os salários. Isso tudo é verdade, mas essa situação é uma consequência da falta de controle emocional que leva as pessoas a consumirem mais do que podem.

Nos últimos anos vivemos tempo de fartura no Brasil. A indústria automobilística nunca vendeu tantos carros, as construtoras nunca levantaram tantos prédios e em tempo recorde. As pessoas já não queriam mais carros populares ou apartamentos de 2 quartos. O Brasil viu a expansão da venda de carros grandes, apartamentos com varanda gourmet.

O exterior passou a ser quintal do Brasil, as pessoas iam para Miami como se estivessem indo para o interior de suas cidades. Disney, Paris, Tailândia para os mais descolados. Buenos Aires era destino de final de semana para curtir e relaxar da semana estressante. Foi tudo lindo. Maravilhoso.

Todos nos beneficiamos disso de algum modo, seja elevando o padrão de vida, seja entrando neste mercado suprindo demanda de clientes ávidos por comprar. Antes mesmo que me critiquem, eu digo, fiz tudo isso também, menos ir pra Disney porque é algo que não enche meus olhos.

Enquanto o dinheiro estava farto para todos, esquecemos de pensar no futuro. Brasileiro não tem realmente o hábito de se planejar, de fazer aplicações, de fazer poupança. Nós vivemos a cultura do crédito. A cultura de que primeiro queremos algo e depois trabalhamos por ele. Carros em 72 vezes, casas em 420 meses, celulares em 24 vezes, viagens em 12 vezes.

Mas a conta chegou. A crise bateu à porta, os empregos ficaram mais escassos, o custo de vida subiu, os juros então, nem se fale. Não prevemos e nem pensamos no futuro. E essa conta ficou muito cara, porque a grana diminuiu e as contas subiram, porque os juros subiram. E passamos a ser esta nação em recessão, com as tradicionais altas taxas de juros e pessoas endividadas.

Por que tudo isso aconteceu? Não foi apenas falta de planejamento, foi também o desejo que temos de ter coisas que trazem alegrias momentâneas. Desejo esse que está ligado as nossas emoções. Precisamos de coisas, precisamos provar nosso sucesso através de bens materiais, grandes e visíveis. Entramos em um círculo vicioso do consumo onde passamos a viver apenas para pagar as contas das extravagancias do passado.

Chega este momento em que a grana diminuiu e não temos mais nenhuma recompensa pelo nosso trabalho. Estamos pagando as recompensas dadas antecipadamente anos atrás. Seria esse o modelo ideal? E mais que isso, por que fazemos isso?

Por que precisamos provar para as pessoas nosso sucesso através de bens? Ou melhor, por que precisamos provar nosso sucesso para alguém? Precisamos nos sentir aceitos nos grupos sociais? Por quê? Qual é a dor que estamos “curando” com essa aceitação social? Depois que vem as dívidas, cadê esse grupo social do qual tanto “lutamos” para integrar?

É por isso que estamos vivendo uma sociedade triste, depressiva, doente. As pessoas pararam de compensar suas frustrações com consumo porque a grana secou e agora vivemos dias cinzas e infelizes. Talvez isso não esteja acontecendo com você, mas de repente seu vizinho, seu amigo e até seu companheiro ou companheira está nesta situação.

O mais complicado disso é que muitas pessoas vivem isso caladas, sem pedir ajuda, as pessoas se envergonham de dizer “tô no vermelho” e continuam alimentando uma vida fantasiosa até o último real do cartão e do cheque especial.

É por tudo isso que eu resolvi criar o Adeus Dívidas, junto com meu amigo e parceiro de negócios Edson Timoteo. Criamos este treinamento para ajudar as pessoas a descobrirem o que faz elas terem este comportamento destrutivo e, mais do que descobrir, ressignificar as razões pelas quais ela está cada vez mais no buraco negro do consumo irresponsável e autodestrutivo.

Criamos este treinamento com base nas nossas próprias vivencias e experiências, pessoais e profissionais. Em menos de um ano passei de um gastador compulsivo a uma pessoa que tem reservas financeiras, tudo isso apenas com mudança de comportamento, mudança na relação com o dinheiro. E são essas transformações que vamos compartilhar e as pessoas vão poder vivenciar no dia 05 de agosto, aqui em São Paulo.

PARTICIPE DESTE TREINAMENTO E MUDE SUA VIDA FINANCEIRA

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"O grande segredo de uma boa vida é encontrar qual é o seu destino. E realizá-lo" – Henry Ford, empreendedor.